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23/12/2016
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EIS@parceria. Com a Clínica Inteligente Bem Estar, apoia os nossos alunos com Dislexia.

Terapeutas da Fala, Psicologia, Pedagogos formados em Coaching estarão sempre prontos para ajudar os nossos alunos.

Devemos sempre ter em mente que a dislexia não é uma doença e que não tem nada a ver com falta de atenção, preguiça ou baixo nível intelectual. Também não está ligada a alterações auditivas ou visuais e não é causada por falta de escolarização.

Dislexia é um distúrbio genético e neurobiológico mais frequentemente caracterizado por dificuldades na aprendizagem da decodificação das palavras.

Não existe cura, apenas tratamento e acompanhamento onde o indivíduo poderá desenvolver suas próprias estratégias para lidar com suas dificuldades.

Pesquisadores americanos descobriram que, em pessoas com dislexia, a área do cérebro que auxilia os novos leitores a compreender as palavras está lesada. Apesar de terem inteligência e visão normais, as pessoas afetadas pela dislexia apresentam dificuldade para ler, escrever e soletrar. A causa exata do distúrbio de aprendizagem é desconhecida, embora se acredite que o problema possa ter origem genética.

Os pesquisadores observaram que as pessoas sem dificuldade para ler apresentaram ativação da parte posterior do cérebro, enquanto entre os pacientes com dislexia a atividade dessa região mostrou-se significativamente reduzida. Os exames de crianças disléxicas mostraram atividade maior nas regiões frontal e lateral do cérebro. “Esses resultados mostraram evidências neurobiológicas de que existe uma interrupção subjacente nos sistemas neuronais associados à leitura em crianças com dislexia. Os dados indicaram que isso já é evidente desde muito cedo”, concluíram os autores, em artigo publicado na edição de julho da revista Biological Psychiatry (2002).

“Muitos adultos não percebem quão difícil é aprender a ler. A leitura envolve um conceito muito abstrato de que as palavras ouvidas são compostas por sons menores”, explicou Lyon. O pesquisador explicou que a capacidade de identificar os sons e de os associar a letras ou palavras é fundamental para leitura.

Regiões afetadas pela dislexia

Os primeiros sinais e sintomas costumam aparecer na fase de alfabetização, podendo ocorrer trocas de letras com formas ou sons parecidos, como b e d, que são visualmente parecidas e f e v, que se diferenciam apenas pela sonoridade.

dislexia

 

 

Pessoas disléxicas apresentam dificuldades na associação do som à letra, relação fonema/grafema e também costumam escrever palavras na ordem inversa, como por exemplo, “ovóv” para vovó. Por vezes, os erros aparecem mesmo quando realizam cópia, veja o exemplo da imagem.

 

 

Veja abaixo alguns sintomas da dislexia relativos à leitura e escrita:

Erros por confusões na proximidade especial

 

Erros por confusões na proximidade especial 

– Confusão de letras assimétricas como F, R e Q
– Confusão por rotação; como 3 e E
– Inversão de sílabas: “paca” para capa

 

Confusões por proximidade articulatória e sequelas de distúrbios de fala 
-Confusões por proximidade articulatória; como L e R
-Omissões de grafemas; “Baco” para Barco
-Omissões de sílabas. “Maco” para Macaco

Barco

Acumulação e persistência de seus erros de soletração ao ler e de ortografia ao escrever 
– Confusão entre letras, sílabas ou palavras com poucas diferenças na forma de escrever: a-o; c-o; e-c; f-t; h-n; i-j; m-n; v-u; etc;
– Confusão entre letras, sílabas ou palavras com formato similar, mas diferente direção: b-d; b-p; d-b; d-p; d-q; n-u; w-m; a-e;
– Confusão entre letras que possuem um ponto de articulação comum, e, cujos sons são acusticamente próximos: d-t; j-x;c-g;m-b-p; v-f;
– Inversões parciais ou totais de sílabas ou palavras: me-em; sol-los; som-mos; sal-las; pal-pla.

Erros de soletração

Perturbações relacionadas 
Outras perturbações da aprendizagem que frequentemente acompanham os disléxicos, dentre elas:

– Dificuldade de interpretação de textos que não costuma aparecer quando o texto é lido por outras pessoas.
– Alterações na memória;
– Alterações na memória de séries e sequências;
– Orientação direita-esquerda;
– Linguagem escrita;
– Dificuldades em matemática;
– Confusão com relação às tarefas escolares;
– Pobreza de vocabulário;
– Escassez de conhecimentos prévios (memória de longo prazo).

 

Menino com dislexia

Como os sinais e sintomas da Dislexia são comuns a outros transtornos da aprendizagem, o ideal é que o diagnóstico seja feito por uma equipe multidisciplinar, contendo pelo menos um neurologista, um fonoaudiólogo e um psicólogo.

Só assim é possível descartar todas as outras possibilidades e fechar um diagnóstico correto, a fim de facilitar a aprendizagem desses indivíduos.

Texto produzido por DANIELA BORGES 

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